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A cruza em cães


Deixar o seu cãozinho cruzar não é uma decisão simples. Antes de tomá-la, há que se pensar bem em qual será o destino dos filhotinhos que vão nascer. Você deve estar seguro quanto ao fato de ter tempo e recursos financeiros para cuidar deles. Pensando em todas as suas responsabilidades, caso você tenha certeza quanto ao cruzamento, preste atenção nas informações a seguir e procure a orientação de um veterinário especializado em reprodução.


A recomendação dos veterinários é que o cruzamento ocorra apenas a partir do 3º cio para as fêmeas e após os 18 meses de vida para os machos. O ideal, para que se garanta a saúde da futura mamãe, é que o macho seja menor ou do mesmo tamanho que a fêmea. Se o macho for maior que ela, é possível que os filhotes fiquem muito grandes, o que torna o parto mais complicado e acarreta desconforto à fêmea no momento da amamentação.


Segundo a Dra. Ingrid Stein, do site doghero, “é bom ter certeza de que os pombinhos não têm laços consanguíneos – ou seja, que não são da mesma família. A cruza entre cães da mesma linhagem é uma prática comum entre os criadores profissionais, e tem o objetivo de aperfeiçoar algumas características das raças. Porém, é um processo arriscado que pode gerar filhotes com doenças graves e intratáveis, e por isso não deve ser feito por pessoas que não tenham experiência.”


Como a saúde deve vir sempre em primeiro lugar, o seu cão e o parceiro da cruza precisam fazer um check-up, prevenindo a proliferação de doenças e evitando que condições específicas de saúde interfiram na gestação e nos próprios filhotes. As vacinas têm que estar em dia, assim como a proteção contra vermes e parasitas.

Observadas as condições de saúde, é chegado o momento da socialização. É ideal que o casal se conheça bem, de preferência no local onde o namoro vai acontecer, antes mesmo de o cio começar, evitando a rejeição no momento da cruza. É melhor que o cruzamento aconteça na casa do macho, já que ali ele se sente mais confortável, “dono do terreno”. A fêmea também costuma ser menos agressiva e mais receptiva fora do seu ambiente. 


Passados cerca de 8 a 9 dias do início do cio, a futura mamãe já deve estar disposta para aceitar o macho. Na hora do namoro, esteja sempre por perto e mantenha o ambiente tranquilo para que os animais se sintam à vontade. Você vai verificar que o macho costuma ficar poucos minutos “montado” na fêmea. Depois ele desce e os dois ficam virados de costas um para o outro, com os bumbuns grudados por até meia hora. Você jamais deve separá-los nesse momento, pois é quando a fecundação ocorre. Tentar afastá-los a força pode machucar seriamente os órgãos íntimos deles. Deixe que se afastem sozinhos e descansem depois disso.


Apesar de todo o processo ser perfeitamente natural e esse período ser necessário para a gravidez dar certo, nem sempre os cães entendem o que está acontecendo. Dar apoio nesse momento pode ajudar a acalmar os dois, já que eles podem se machucar se tentarem se soltar. Você pode se aproximar e fazer um carinho nos cachorros para tentar mantê-los tranquilos durante esses minutos.


Segundo a dra. Ingrid, “deixe que eles interajam depois da cruza, mas só permita que iniciem o processo novamente no dia seguinte da primeira tentativa. Geralmente a cadela aceita cruzar com o macho durante 4 dias, e você vai saber que o período fértil dela acabou quando ela mesma não deixar que o macho se aproxime novamente para cruzar. Anote os dias em que as cópulas ocorreram para ter uma ideia de quando a ninhada virá – a gestação saudável de uma cadela dura em média 64 dias, pouco mais de dois meses.”.


Mesmo sabendo de tudo isso, não se esqueça de que a consulta com um médico veterinário de confiança é necessária.


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