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Os exames que pedimos são mesmo necessários?



Por Carla Sales, do site oncovetfloripa.com.br


Essa é uma pergunta clássica dos clientes e, em boa parte dos casos, a resposta é SIM. Isso porque no mundo animal as coisas não funcionam de forma tão diferente do mundo dos humanos. Quando precisamos fazer uma intervenção cirúrgica ou um tratamento mais complexo, o médico nos pede uma bateria de exames, que vão desde um hemograma até uma tomografia. E, com os nossos tão amados filhos de quatro patas, não tem porque não se proceder dessa forma.


No caso de cirurgias oncológicas, por exemplo, é importante que sejam pedidos alguns exames fundamentais pré-operatórios, como um check-up do coração e do pulmão e análises de sangue e urina. Isso é feito para que o médico veterinário avalie as condições do animal e minimize os riscos de problemas nas vias respiratórias, na força do coração e no funcionamento dos rins. Além disso, ele pode analisar a possibilidade de haver problemas hepáticos, disfunções arteriais e problemas de coagulação. Por fim, com a ajuda de um médico veterinário anestesiologista, ele pode escolher qual a melhor anestesia a ser utilizada no procedimento. Ou seja, os pedidos são feitos para que a cirurgia possa ser realizada com a maior margem de segurança possível.


Para a quimioterapia, costumo solicitar exames de sangue frequentes e exames de imagem para detectar se existem outros focos tumorais em outros órgãos, chamadas de metástases. Em alguns casos mais eventuais, solicito ecocardiograma, para saber como estão as condições do coração, já que uma das formas de quimioterapia pode interferir e dilatar o músculo cardíaco de forma bastante importante. Na oncologia veterinária, é bem comum que os pacientes cheguem até nós com uma idade um pouco mais avançada, o que requer cuidados redobrados antes de qualquer procedimento. Por mais que as sessões sejam bem menos invasivas e desgastantes do que as aplicadas em humanos, todo cuidado é pouco.


Já nos cuidados paliativos, os exames são requisitados de forma mais rotineira. Desse modo, eu posso avaliar todas as condições de saúde do animalzinho, prescrevendo os medicamentos e tratamentos de forma correta, reduzindo os efeitos colaterais. Como a oncologia paliativa visa a dar conforto e qualidade de vida ao paciente, preciso estar atenta a ele por inteiro. Qualquer variação nas funções fisiológicas ou neurológicas precisa ser observada com atenção.


Quando pedimos os exames, estamos pensando em dois fatores principais: a segurança do paciente no momento do procedimento e o conforto que ele vai ter nos dias seguintes ao tratamento. Nada do que pedimos é irrelevante. Como médica veterinária oncologista com mais de 20 anos de profissão, lidando com as situações das mais diferenciadas, aprendi que aquele ditado que afirma ser “melhor pecar por excesso do que por falta” faz todo sentido. Entendo que, às vezes, os tutores ficam um pouco assustados, mas no fim das contas sempre entendem as razões para a bateria de exames que é solicitada.


Peço apenas o que é necessário diante do quadro clínico do animal e das condições gerais que eles apresentam quando chegam às minhas mãos.

Quer saber mais? Me pergunte aqui nos comentários desse post! Mais adiante eu falarei detalhadamente sobre cada um dos exames. Acompanhe tudo por aqui e pelas minhas redes sociais!


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